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O Brasil e o mundo, os melhores da ARTE BRASILEIRA!!!

01 out

Arte e Direito

“O livro, ora em suas mãos, torna-se algo diferenciado em nossa cultura. Mais diferenciado, ainda, quando leva-nos pinturas de primeira grandeza e intercalando pinturas, esculturas e outras expressões artísticas, mostrando textos do advogado, Mestre em Direitos Autorais, Presidente da Comissão de Propriedade Imaterial da OAB/SP, autor de várias obras de direito, inclusive poesias.

No meio desses textos, encontramos lições de como fazermos um Projeto pela Lei Rouanet entre outras matérias interessantes e ás vezes críticas.

O livro leva-nos a conhecer artistas onipotentes, criadores e sonhadores. Crer na lei de criar, lei de imortalizar, conhecer a cultura, é a necessidade do homem.

Nossas raízes ficam nos limites de nossas tintas, versos, imagens e conhecimento de Leis. Esse é o resumo da obra, cultura e conhecimento jurídico.”

Vincenso Cecin, artista plástico Italiano radicado no Brasil.

Sobre os Direitos do Autor

“O direito existe! O direito nasce com você, é seu parceiro. Minha intenção é dar minha colaboração ao livro do Instituto Cultural Século e Arte, mostrando ao leitor e ao artista seu direito.

Meu trabalho é simples, é de conhecimento prático, sem outras intenções. Ao final desta obra, você poderá conhecer se direito como artista e criador para aplicá-lo em sua tragetória. Transmito em rápidas pinceladas a Lei de Direito Autoral e a Lei de Incentivo à Cultura-Lei Rouanet.”

Paulo Oliver

Arte na visão de Marcílio Soares – Renomado Artista plástico

“Arte é arquitetura, escultura, pintura, música e poesia em todas as suas formas. Essa é a resposta costumeira do homem comum, do amante da arte e mesmo do próprio artista, que supõe que aquilo de que ele esta falando é entendido muito claramente por todas as pessoas.

Na arquitetura, pode se objetar, existem edifícios simples que não são obras de arte e edifícios que alegam ser obras de arte, mas são impróprios, feios, e por tanto não podem ser considerados como tal.

Qual é, então, o sinal de uma obra de arte?

È exatamente a mesma coisa na escultura, na pintura. Em geral, a arte e suas formas apresenta de um lado, o que é praticamente útil, e do outro lado, as tentativas mal sucedidas de fazer arte.

Como separá-la de uma coisa e de outra?

O homem medianamente instruído do nosso meio, e mesmo o artista que não seja especialmente preocupado com  estética, não considera essa questão difícil. Ele pensa que a resposta já foi encontrada há muito tempo e é de conhecimento de todos.”

_ Então isso quer dizer que qualquer signo verbal ou não verbal, estético ou não, é uma verdadeira obra de arte. Devemos nos retirar dos limites dos padrões da mente capitalista, que busca estar somente dentro do quadrado!

” As cinco artes são as seguintes:

*A arte do sentido do gosto;

*A arte do sentido do olfato;

*A arte do sentido do tato;

*A arte do sentido da audição;

*A arte do sentido da visão.”

“O objetivo de toda arte é somente a beleza, totalmente separada e independente do bem. A beleza pode ser de três tipos: 1 – beleza da forma; 2 – beleza da idéia, expressa na pose da figura (em relação a arte plástica); 3 – beleza da expressão, que somente é possível na presença das duas primeiras condições.

Essa beleza da expressão é o mais elevado objetivo da arte, e foi, na verdade, realizada na arte antiga. Consequentemente, a arte de hoje deve se esforçar para imitar a arte antiga. Colocam o conceito de beleza como fundamento de sua argumentação.

O que é belo é harmonioso e proporcional; o que é belo e proporcional é verdadeiro; o que é belo e ao mesmo tempo verdadeiro é agradável e bom.

A beleza só é conhecida pelo espírito.

Deus é a beleza principal, a beleza suprema, o belo e o bem procedem de uma fonte única. Assim, embora considerando a beleza uma coisa seperada do bem, elas ainda se misturam de novo em algo inseparável.

A arte é produto ou conseqüencia de uma visão de mundo na qual o sujeito se torna seu próprio objeto, ou o objeto seu próprio sujeito.

A beleza é a representação do infinito dentro do finito. E a principal característica da obra de arte é a infinidade inconsciente.

A arte é a união do subjetivo com o objetivo, de natureza e razão, do inconsciente com o consciente. Portanto, é o mais alto meio de conhecimento.

A beleza é a contemplação das coisas em si mesmas, como são na base de todas as coisas.

O belo não é produzido pelo artista, por seu próprio conhecimento ou vontade, mas bela idéia da própria beleza.

A beleza não é algo estranho ao objeto em si, não é um crescimento parasítário sobre ele, mas é o próprio florescimento do ser no qual se manisfesta.

A arte é a expressão da vida, razoável e consciente, que evoca em nós, por um lado as mais profundas sensações de existência e, por outro lado, os mais grandiosos sentimentos, os mais exaltados pensamentos.

A arte eleva o homem de sua vida pessoal para vida Universal, não apenas por meio da participação das mesmas idéias ou crenças, mas também por meio dos mesmos sentimentos.

A arte é uma atividade que: 1) satisfaz nosso amor inato pelas imagens ( aparências); 2) introduz idéias nessas imagens; 3) dá prazer simultaneamente aos nossos sentidos, coração e razão.

A beleza, para ele, não é uma propriedade dos objetos, mas um ato de nossa alma. Ela é uma ilusão.

Não existe beleza absoluta, mas consideramos belo aquilo que é característico e harmonioso.

Segundo Charles Coster, “as idéias do belo, do bom, e do verdadeiro são inatas. Essas idéias iluminam a nossa razão e se identificam a Deus, que é bondade, verdade e beleza. A idéia de beleza compreende em si mesma a unidade da essência, a diversidade dos elementos componentes e a ordem que a unidade introduz na diversidade  das manifestações da vida”.

As fontes do prazer estético são: 1) aquilo que exercita os sentidos (visão ou outro) da maneira mais plena, com menor dano e o maior exercício; 2) aquilo que da maior variedade de sentimentos evocados; e 3) a combinação dos dois primeiros com a idéia que produzem “a teoria do belo”.

A beleza é atratividade infinita que percebemos tanto através da razão, quanto através do entusiasmo e do amor.

O reconhecimento da beleza, como tal, depende do gosto, e não pode de forma alguma haver critério para ela.

A beleza é encontrada na alma do homem.

A natureza nos fala do divino e a arte é a expressão hieroglífica do divino.

A imprecisão de todas essas definições resulta do fato de que em todas elas, tal como nas definições metafísicas, o objetivo da arte esta colocado no prazer que extraímos dela., e não em seu propósito na vida do homem e da humanidade.

Para definir arte com precisão, devemos antes de tudo, parar de olhar para ela como veículo de prazer e considerá-la como uma das condições da vida humana.

Ao considerá-la dessa forma, veremos que a arte é um meio de comunhão entre as pessoas. Cada obra de arte faz com que aquele que recebe entre em um certo tipo de comunhão com aquele que a produziu, ou este produzindo com todos aqueles que, simultaneamente, o antes ou depois dele, receberam ou irão receber a mesma impressão artística.

A arte não é como dizem os metafísicos, a manifestação de uma idéia misteriosa, ou beleza, ou Deus; não é, como os esteto fisiologistas dizem, uma forma de brincar em que o homem libera um excedente de energia estocada; não é a manifestação de emoções por meio de sinais exteriores; não é a produção de objetos agradáveis; não é, acima de tudo, o prazer; e sim um meio de intercâmbio humano, necessário para a vida e para o movimento em direção ao bem de cada homem e da humanidade, unindo-os em um mesmo sentimento.

Nada mais é comum do que ouvir dizer, de supostas obras de arte, que elas são muito boas, mas muito difíceis de entender. Estamos acostumados a essa afirmação.

Dizer que uma obra é boa, mas incompreensível, é o mesmo que dizer que um tipo de alimento é muito bom, mas as pessoas não conseguem comê-lo. As pessoas podem não gostar do queijo estragado, galo silvestre podre, e outros pratos do gênero, apreciados por gastrônomos de gosto pervertido, mas pão e fruta são bons, quando as pessoas gostam deles. É o mesmo com a arte. A arte pervertida pode ser incompreensível para o povo, mas a boa arte é sempre compreendida por todos.

Diz-se que as melhores obras de arte são aquelas que não podem ser compreendidas pela maioria e são acessíveis apenas aos eleitos que estão preparados para entendê-las.

Mas se a maioria não entende, deve receber uma explicação, e o conhecimento necessário para isso. Ocorre qe esse conhecimento não existe,  as obras não podem ser explicadas.

Portanto, aqueles que dizem que a maioria não entende as grandes obras de arte não dão nenhuma explicação, mas dizem que para entender, é preciso ler, olhar ou ouvir a mesma obra muitas vezes.

Isso não é explicar, é se acostumar.

Uma pessoa pode se acostumar com qualquer coisa ou situação. Do mesmo modo que é possível fazer com que as pessoas se acostumem com a comida podre, vodca, tabaco, ópio, é possível acostumá-las a arte ruim, o que de fato esta sendo feito.

Além disso, não se pode dizer que a maior parte do povo careça de gosto para apreciar as mais altas obras de arte. A maioria entende e entendeu o que nós também consideramos a mais elevada arte: as narrativas artisticamente simples da Biblia, as parábolas do evangelho, lendas populares, contos de fadas, e canções populares são compreendidas por todo mundo.

Por quê a maioria subitamente perdeu a capacidade de entender a nossa arte mais elevada?

Pode-se dizer de um discurso de que ele é belo, mas incompreensível para aqueles que não entendem a lingua em que ele é emetido. O discurso emitido em chinês pode ser belo e, no entanto, permanecer incompreensível para mim, se eu não sei chinês, mas uma obra de arte se distingue das demais atividades espirituais em que sua linguagem é compreensível para todos, ela contagia  atodos sem distinção.

O trabalho da arte consiste exatamente em tornar compreensível e acessível aquilo que poderia ser incompreensível e inacessível na forma de raciocínio.

Geralmente, quando uma pessoa recebe uma impressão verdadeiramente artística, parece-lhe que a conhecia todo tempo, apenas era incapaz de expressá-la.

O curso que a arte vem tomando pode ser comparado a colocar um círculo de grande diâmetro, círculos de diâmetro cada vez menor, formando um cone cuja ponta deixa de ser um círculo. È exatamente isso que está acontecendo à arte de nossa época.

Uma obra de arte pode ser poética, imitativa, espetacular ou derivativa, mas nenhuma dessas qualidades pode substituir a principal propriedade da arte: o sentimento vivenciado pelo artista.

Há muitas condições necessárias para que um homem crie um verdadeiro objeto de arte. É necessário que ele ocupe o mais alto nível da mais alta visão de mundo de seu tempo, que tenha experiementado um sentimento e tenha o desejo  e a oportunidade de transmiti-lo, e que tenha, juntamente com tudo isso, um talento para algum tipo de arte. Mas, para produzir, com a ajuda dos métodos do empréstimo, imitação, efeito e desvio, aquele simulacro de arte que é tão bem remunerado em nossa sociedade, só é necessário ter talento para alguma espécie de arte, o que ocorre com grande freqüencia.

Na arte verbal, chamo de talento a capacidade de expressar pensamentos e impressões com facilidade e de observar e lembrar de detalhes característicos; na arte plástica, de distinguir, lembrar e transmitir linhas, formas e cores. Para um homem talentoso na pintura ou escultura, é ainda mais fácil produzir objetos que lembrem a arte. Tudo que ele precisa é aprender a desenhar, pintar ou esculpir, especialmente a anatomia humana.

Tendo aprendido isso, ele pode pintar um quadro depois do outro, ou esculpir uma estátua depois da outra, escolhendo, segundo sua inclinação, temas mitológicos, religiosos, fantásticos ou simbólicos, ou retratando o que é público nos jornais, uma coroação, uma greve, a guerra grega, turca, catástrofes ou penúria; ou, o que é mais comum, retratando tudo o que parece belo, de mulheres nuas a bacias de cobre.

A arte se torna mais ou menos contagiante, dependendo de três condições: 1- a maior ou menor particularidade do sentimento transmitido; 2- a maior ou menor clareza com a qual esse sentimento é transmitido; 3- a sinceridade do artista. Estou falando das três condições de contágio e valor na arte, mas, de fato, somente a última vale: a de que o artista deve experiementar uma necessidade íntima de expressar o seu sentimento tal como o percebeu.

E como cada homem é singular esse sentimento é particular para todos os outros, e será tanto mais particular quanto mais profundamente for sincero se for o artista. E essa sinceridade forçará a encontrar uma expressão clara do sentimento que deseja transmitir.

É, portanto, essa terceira condição – a sinceridade, a mais importante das três. Ela sempre esta presente na arte popular, o que garante seu poderoso efeito, e está quase totalmente ausente na arte da nossa alta classe, que é fabricada incessantemente pelos artistas por motivo de ganho pessoal ou de vaidade”.

 


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